Tem finais de semana que ficam. Esse foi um deles.
Sábado, 21 km na Maratona Internacional de Porto Alegre. Domingo, acompanhando pacientes nos 42 km e vendo o recorde nacional da maratona brasileira ser quebrado depois de 24 anos. No meio de tudo isso, a tenda da ELITE e Supera Fitness como ponto de encontro para amigos, atletas e pacientes durante os dois dias.
O sábado: 21 km, 1:12:33, nova melhor marca
Foi sofrido. Fiz força do começo ao fim. Semanas de preparação focadas em um único dia, e quando o corpo pensa em parar é a cabeça que manda continuar.
O resultado: 21 km em 1:12:33, pace médio de 3:26 por km. Nova melhor marca pessoal.
Esse número importa por duas razões. A primeira é óbvia, qualquer atleta entende a satisfação de superar o próprio limite. A segunda é profissional: cada decisão nutricional dessa semana, do carregamento de carboidrato ao café da manhã da prova, foi aplicada em mim mesmo antes de qualquer recomendação para pacientes. Para orientar um atleta com propriedade, preciso viver o que ele vive.
O resultado de 1:12:33 não é só uma marca pessoal. É a confirmação de que o protocolo funciona, e essa experiência volta diretamente para o consultório.
Corri escutando "vamos Lucas", "bora Nutri", nomes que a gente não consegue responder no meio da prova mas que absorve em cada passo. Obrigado a quem estava lá.
A tenda ELITE e Supera Fitness
Durante os dois dias, a tenda foi base de operações. Amigos, pacientes, atletas passando antes de largar com aquela mistura de nervosismo e adrenalina, voltando com a medalha no peito e aquele sorriso específico de quem entregou a prova.
Ver cada um desses momentos de perto é o que faz o trabalho ter sentido. A nutrição esportiva não existe em planilha de atendimento. Ela existe aqui, no largo de uma prova de 30 mil atletas, na conversa rápida antes da largada, na medalha que confirma meses de preparação conjunta.
A Kati também se desafiou. Mesmo sem conseguir treinar direito por alguns motivos de saúde, ela não fugiu do desafio e entregou mais um 5 km. Tenho muito orgulho.
Carregamento de carboidrato, refeição pré-prova e estratégia intra-prova calculados para o teu peso, ritmo e histórico.
O domingo: acompanhando os 42 km
No domingo, o papel mudou. Saí da largada e fui para o percurso acompanhar os pacientes nos 42 km. Ver um corredor que tu atende há meses cruzando a linha de chegada é uma das coisas mais gratificantes que existem nesse trabalho.
E para coroar o final de semana, o keniense Daniel Hiprono Sang cruzou a linha dos 42 km em 2h10min21s, quebrando o recorde do percurso brasileiro que estava em pé desde 2002, quando Vanderlei Cordeiro de Lima fez 2h11min19s em São Paulo. 24 anos. Uma marca que parecia intocável.
O que fica
Dois dias de prova, muita resenha boa, uma nova marca pessoal e a confirmação de que estar presente nesses eventos, como atleta e como nutricionista, é parte essencial do trabalho.
Seguimos. A próxima meta já está no mapa: New Balance 42 km.